A Maysa, com o artigo Prêmio de Mérito Escolar? tocou num ponto importante: a educação do Brasil já é carente e agora, se não bastasse, estão pagando prêmios financeiros para os melhores alunos (e prêmios elevados, de certo modo). Nossa carga tributária já é tão elevada, e não vemos esses impostos serem investidos. E quando o fazem, é de maneira contrária ao mundo que dá certo.
Citemos a Coréia do Sul como exemplo.É o país perfeito para qualquer outro se espelhar. De lixo (que era pior que o Brasil), subiu para a 11ª posição mundial em termos de PIB (isso com uma população de menos de 50 milhões de habitantes). Isso em menos de 10 anos. Por quê? Investiram pesadamente na educação. É um país top em termos de criação de mentes, tecnologia e estudos. O que quer que você estude sobre geografia política, a Coréia do Sul é citada como modelo de desenvolvimento.
A educação leva a horizontes, que leva a oportunidades, que leva a tecnologia, que leva ao desenvolvimento dos negócios, que por sua vez diminui o desemprego, a criminalidade, a carência. O país se torna mais unido, pois se orgulha do que é capaz.
O que custa o Brasil seguir esses passos? Que o país crie objetivos: vamos investir 50% do PIB na educação por 10 anos, 30% na infra-estrutura. E depois: 60% na educação, 20% infra-estrutura, 10% na saúde, etc. E aos poucos, o país vai crescendo e vai se fortalecendo. Se ainda fosse segredo o que dá certo lá fora.
Temos também outra visão. Já não bastasse os investimentos limitados no setor, nossa educação carece de expansão, e ligação com o mundo real. Uma boa análise disso foi feita por J. Vilsemar, em que analisa o livro “A Cabeça do Brasileiro” de Alberto Almeida:
…retiraram do currículo do Ensino Médio disciplinas que ajudariam o brasileiro a compreender melhor o seu país….
…As coisas que deram certo no período ditatorial deveriam de ser mantidas e aprimoradas para o bem da democracia social, pois com certeza o Brasil seria um pouco melhor em termos de educação…
O livro do pesquisador Alberto Almeida poderá ser um marco que jogará mais luz em paradigmas anacrônicos e quem sabe despertar, em poucos, um caminho revolucionário para mudanças estratégicas educacionais como a transdisciplinaridade. O problema principal é o povo ignaro que é dominado por mídias poderosas e grupos que preferem que as coisas continuem assim, bem no estilo Big Brother do filme “1984” ou do filme “Fahrenheit 451”.
Mas, ainda continuamos com a mania de querer sermos diferentes, e assim, sempre cai no “jeitinho brasileiro”. Maravilhoso, por sinal, não? É necessário termos a massa cega e ignorante, dessa maneira a “força maior” (leia-se, nossa política) pode continuar a atuar no conforto e benefício pessoal.































5 comentários até agora ↓
1 Maysa // 24/10/2007 às 13:47:53
Não conseguem pensar a longo prazo. O máximo que enxergam, é a próxima eleição, daqui 3 ou 4 anos.
E tem que sobrar pro roubo.. nao vamos esquecer.
Abracos… senti falta dos seus textos
Maysa
2 Alfred R. Baudisch // 24/10/2007 às 15:13:56
Não somente na re-eleição, mas no sustento de benefícios pessoais e familiares no dia-a-dia
3 Du // 25/10/2007 às 14:50:37
É incrível como é fácil deduzir que a educação é o caminho para o desenvolvimento do nosso País… O que eu não entendo, é por que nossos governantes não conseguem enxergar isso? Eles devem estar tão envolvidos com a prória “umbigosfera” deles, que não sobra tempo pra mais nada!
4 Alfred R. Baudisch // 25/10/2007 às 15:25:43
Realmente: sombra, sapato largo, água fresca, aumento de salário e re-eleição, isso que é a pauta deles.
5 J. Vilsemar // 05/11/2007 às 11:56:07
- Olá! Tudo bom?
- Os obstáculos são enormes. É preciso resgatar virtudes perdidas no passado do Brasil de homens e mulheres que almejavam dias melhores mesmo como o calor das batalhas. Possuiam fibra e moral. Ainda temos algumas pessoas desse naipe na educação e em outros setores que possuem visão crítica cidadã. É lastimável o descaso das autoridades que sacrificaram o ensino público em detrimento das empresas privadas educacionais seguindo os conselhos do Banco Mundial. O que temos hoje é profissionais mal formados, cometendo erros crassos e alunos cursando o nível superior com dificuldades para ler e escrever. É patético, mas é a realidade. Como mudar a situação se o povo ignaro não sabe votar? Veja quantos BANDIDOS foram eleitos e de todas essas operações da polícia federal quantos estão realmente presos? O que nos queremos do futuro? No passado fomos uma colônia de outra colônia (Portugal). E agora o que somos? Eu ainda acredito que temos tudo para sairmos do baixo nível educacional, basta que mudem algumas leis e prisão ou morte para os curruptos que não passam de vendilhões da própria pátria. Dê uma olhada no artigo da Dra. CELI NELZA ZULKE TAFFAREL no meu site http://vincit3.blogspot.com/2007/02/educaao-de-qualidade-quando.html ou então no site da Universidade Federal da Bahia http://www2.faced.ufba.br/ (clique Rascunho digital na esquerda - clique no nome dela na esquerda).
- Continue assim. O teu texto está ÓTIMO. É importante que possamos usar o teclado do computador como arma favorável para a cidadania. Sucesso!
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