Será apenas um efeito passageiro? Será centenário?
Será por décadas?
Acredito que a última opção seja a mais correta.
Mas, quem sou eu para julgar a duração e o caminho da tecnologia?
Estou falando sobre os celulares.
Os pequenos (que começaram do tamanho de tijolos) que revolucionaram o mundo - a vida das pessoas. É verdade que a internet foi uma das principais responsáveis da globalização dos últimos anos. E que a internet quebrou muitas barreiras que o homem por séculos acreditou que existiriam: integrar culturas, economias, saber o que se passa do outro lado do mundo em questão de segundos, enfim, dispensa maiores detalhes, pois todos já estamos carecas de saber.
O fato que você não pode carregar seu PC conectado a internet para todos os lugares que vai. Laptop? Mesmo assim.
Então os pequenos que estão tudo revolucionando e ainda têm muito a revolucionar, pelo menos nos próximos 5 anos. O “verdadeiro começo” é agora. Com cada vez mais opções e características, os celulares estão tomando conta em todas as partes.

Seja para pagar contas, enviar e receber e-mails, tirar fotos (adeus máquinas digitais - celular com 7 megapixels já é realidade - Samsung SCH-V770), fazer compras, músicas (iPod é passado, agora a novidade é celular Motorola com iPod integrado, ou a Nokia com seu N91 - celular com 4 GB para armazenar músicas), sistema de segurança doméstico, etc..

Mas não pára por aí. O ponto forte é o lado empresarial / corporativo: acesse os dados da empresa através do celular e obtenha processos, resultados dos clientes, vídeo e voz conferências, etc…
E, claro, os games. Para um desenvolvedor lucrar com celulares é apostar no desenvolvimento de games (principalmente se o jogo permitir multiplayer: imagina um jogo em que as posições dos personagens são baseadas em suas posições geográficas reais) e desenvolvimento de aplicações corporativas integradas.
O mercado brasileiro está sedento e chama por desenvolvedores e empresas desenvolvedoras e especializadas. Falta pessoal para tal atividade. Falta conhecimento na área. Falta educação na área.
É por isso, que a partir desse momento apostarei todas as minhas fichas nesse mercado - nesse público. Desenvolveremos aplicativos corporativos e para usuários domésticos. Para logo após, partir para o desenvolvimento de games.
Mais informações: uma matéria completa na EXAME edição 844, Como o Celular cria e destrói negócios.
Ir para a matéria
Infelizmente você tem que comprar a revista em banca ou ser assinante para lê-lo. Mas, irei colar alguns trechos aqui:
Em dois anos, haverá, segundo as previsões, 2 bilhões de telefones celulares em uso no mundo. Somente em 2005, serão vendidos 700 milhões de aparelhos, seis vezes mais que computadores ou laptops. Até o fim da década, metade dos habitantes do planeta terá na palma da mão uma máquina 100 milhões de vezes mais poderosa que o primeiro computador da história. Na Europa Ocidental, em dois anos haverá mais celulares do que gente. O Brasil é um dos mercados mais promissores. No ano passado, o número de assinantes aumentou 40%. Neste ano, estima-se que o crescimento será de pelo menos 20% e haverá 80 milhões de usuários no país.
Um estudo recente da London Business School apontou uma relação direta entre a taxa de penetração de celulares e o crescimento econômico. Em países pobres, cada incremento de 10 pontos percentuais na taxa de penetração do aparelho corresponde a um aumento de 0,6 ponto percentual do PIB. É o celular, e não o computador, que promete levar o mundo digital às massas.
Comento: Mais uma vez confirmando o porquê o celular irá revolucionar mais que a internet. Ou melhor, em conjunto com a internet. A internet é de certo modo cara. Portanto, a maior parte do mundo fica de fora. Já com o celular, o quadro “quase” se reverte. As pessoas podem ter um aparelho “quase PC” em mãos e ainda ter acesso à internet (pelo menos o básico ou o divertido para elas - emails, fotos, notícias, música) por muito menos da metade do preço do caminho comum - com o PC.
No Japão, a operadora DoCoMo lançou aparelhos que funcionam como cartões de crédito, capazes de transmitir dados do comprador, por meio de um sensor, a chips localizados nos caixas.
Comento: mais um incentivo para querer se aprofundar e especializar na área. O celular é capaz de qualquer coisa relacionado a tecnologia e acessibilidade. Seja educacional, entretenimento, corporativa, econômica, consumista e assim vai.
A Spring Wireless, cujos clientes incluem Ambev, Eletropaulo e Gillette, desenvolveu sistemas para integrar aparelhos móveis e sistemas corporativos pela rede celular. A empresa passou de 7 000 usuários, no final de 2003, para 35 000 até maio. “Já atingimos a meta de faturamento para 2005″, diz Marcelo Condé, fundador da Spring. Com tanta movimentação no mundo do e-mail, há uma única certeza. “Os micros de mão, como os palms, são os mais ameaçados pela convergência da internet para os celulares inteligentes”, diz Mike Welch, da consultoria inglesa Canalys Research.
Comento: Brasil no mundo móvel: Poucas empresas (para não dizer quase nada) - Monopólio. É só ler novamente o salto da Spring Wireless. de 7 mil cliente para 35 mil em menos 3 anos, é algo assombroso para uma empresa de software no Brasil.
Repito mais uma vez: estou apostando todas as minhas fichas e se possível todo o meu tempo para esse MUNDO - pois pelo crescimento avassalador dessa “pequena” tecnologia, pode-se tornar obsoleto / incorreto dizer apenas uma tecnologia nova, e sim, um MUNDO de tecnologia.
Maiores informações:
http://www.nokia.com/nseries/
www.motorola.com
http://www.infosyncworld.com/news/n/5944.html
http://www.engadget.com/entry/1234000847036344/
































